Definitivamente polémico. Assunto que, certamente, daria para longas horas de discussão numa mesa de café. Por vários dias!
São tantos os portugueses, com os seus defeitos e atributos, que se torna quase impossível chegar a um acordo.
Mas pode-se chegar a uma opinião maioritária. Tal como aconteceu.
No passado Domingo, dia 25 de Março, no programa “Os Grandes Portugueses”, os telespectadores da RTP escolheram, entre 10 finalistas, António de Oliveira Salazar como o português de “todos nós”.
Justo? Ou injusto? São tantas as opiniões favoráveis, contraditórias ou, simplesmente, com a intenção de manifestar posições actuais, que se torna difícil chegar a uma conclusão inequívoca.
Certo e inequivoco são os 41% que deram a vitória ao estadista. Sim, a mesma personalidade, que se hoje existisse, não permitiria que alguém se desse ao desplante de pegar no telefone e desse a sua opinião sobre coisa alguma, muito menos sobre este assunto. E se o permitisse, então por alguma obra do acaso esses resultados nunca seriam menores de 90%, se não 99,9%.
Discutivel, claro. Razões e argumentos não faltarão para analisar tanto a votação como a elaboração deste "sufrágio". Porque podia haver mais.
Porque aparece o politico Álvaro Cunhal como o principal opositor ao regime salazarista, ao invés de, por exemplo, Humberto Delgado, o general sem medo? Politico que combateu ferozmente o Estado Novo, pagando com isso a própria vida.
Porque aparece D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal ao invés de Viriato?
Talvez porque o lusitano guerreiro não chegou a ser português. Não é justificação.
Tanto quanto sabemos, o primeiro Rei de Portugal não é filho de português e quando nasceu em Guimarães, este pertencia a um condado do reino de Leão e Castela. Nasceu espanhol e não sei como se processava, na altura, as duplas nacionalidades.
Não interessa muito quem está ou quem deveria estar. É resultado de uma votação e escolhas sem critério científico ou demagógico. É um concurso de televisão.
Porque, rigorosamente, o Grande Português somos todos nós. São todos os que nos antecederam e todos os que estão ainda por vir. É grande aquele que correu à frente da espada de D. Afonso Henriques e deu a vida pela conquista. É grande o marinheiro que desfraldou as velas, enfrentou doenças e morreu no mar. Definitivamente polémico. Assunto que, certamente, daria para longas horas de discussão numa mesa de café. Por vários dias!
São tantos os portugueses, com os seus defeitos e atributos, que se torna quase impossível chegar a um acordo.
Mas pode-se chegar a uma opinião maioritária. Tal como aconteceu.
No passado Domingo, dia 25 de Março, no programa “Os Grandes Portugueses”, os telespectadores da RTP escolheram, entre 10 finalistas, António de Oliveira Salazar como o português de “todos nós”.
Justo? Ou injusto? São tantas as opiniões favoráveis, contraditórias ou, simplesmente, com a intenção de manifestar posições actuais, que se torna difícil chegar a uma conclusão inequívoca.
Porque aparece o politico Álvaro Cunhal como o principal opositor ao regime salazarista, ao invés de, por exemplo, Humberto Delgado, o general sem medo? Politico que combateu ferozmente o Estado Novo, pagando com isso a própria vida.
Porque aparece D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal ao invés de Viriato?
Talvez porque o lusitano guerreiro não chegou a ser português. Não é justificação.
Tanto quanto sabemos, o primeiro Rei de Portugal não é filho de português e quando nasceu em Guimarães, este pertencia a um condado do reino de Leão e Castela. Nasceu espanhol e não sei como se processava, na altura, as duplas nacionalidades.
Não interessa muito quem está ou quem deveria estar. É resultado de uma votação e escolhas sem critério científico ou demagógico. É um concurso de televisão.
Porque, rigorosamente, o Grande Português somos todos nós. São todos os que nos antecederam e todos os que estão ainda por vir. É grande aquele que correu à frente da espada de D. Afonso Henriques e deu a vida pela conquista. É grande o marinheiro que desfraldou as velas, enfrentou doenças e morreu no mar. É grande o pedreiro que lascou as mãos na pedra que reconstruiu Lisboa. É grande o soldado que morreu no Ultramar ou juntou-se aos que enfrentaram o regime. É grande a mãe que se encheu de coragem para me trazer a este mundo. É grande o pai que me ensinou, deu-me de comer e me criou contra todas as dificuldades.
É "O Grande Português" o filho que a minha esposa traz no ventre. O meu "Grande Português". E o meu voto nele é incontestável.
27 março, 2007
Jornalistas Desportivos sem "tomates"
O mais caricato que encontro nas páginas dos jornais desportivos são os artigos de opinião.
"Ah, vamos criar um espaço no jornal para publicar opiniões de diversos jornalistas e/ou convidados sobre temas relevantes ao nível do desporto." "Boa, bora lá!"
Mas além das estatísticas, classificações, resultados e outros factos, baseados em números concretos e comprovados, existe mais alguma coisa senão a opinião daqueles que escrevem, diariamente, os jornais desportivos?
Não lhes retiro esse direito mas não lhes concedo razão às suas obrigações. O jornalista não só deverá contribuir com a sua opinião, mas deveria, sobretudo, "mostrar" noticia.
Não lhe peço que me informe sobre o homem que mordeu o cão, nem que se limita à resposta objectiva e directa dos 5 quês: Como, Quando, Onde, Quem e Porquê (não necessariamente por esta ordem). Mas que seja aquela que procura a verdade, que faça de interlocutor entre o público e o entrevistado, pergunte o que em geral todos nós gostaríamos de ver respondido.
Isto não é um pedido para que o jornalista seja inquisidor, julgador e carrasco. É antes uma solicitação para "tocar na ferida", "acordar a besta", trazer cá para fora a noticia que está escondida, a informação relevante que teima em ser esquecida ou deturpada.
Senão vejamos, um jornalista (chamem-lhe entrevistador se preferirem) no fim de um jogo de futebol, frente a frente com o treinador da equipa que perdeu, em vez de tentar obter as resposta que interessam saber, limita-se a questionar aquilo que nós todos já conhecemos como resposta e que, em grande parte, é a mesma resposta que ouvimos todos os fins de semana.
Jornalista - A sua equipa perdeu. Agora está mais difícil alcançar o primeiro lugar?
Nem me vou dar ao trabalho de transcrever a resposta do treinador. É óbvia demais e, de certeza, não vem trazer nada de novo ao receptor dessa informação. É claro que fica mais difícil alcançar o primeiro lugar. A não ser que sejamos tão ignorantes e analfabetos que não percebemos que a ideia do jornalista era obter outras respostas. Talvez como estas:
Jornalista - A sua equipa perdeu. Agora está mais difícil alcançar o primeiro lugar?
Treinador - De forma alguma. Agora até está mais fácil. Estão todos a pensar como o senhor e vamos apanhá-los de surpresa!
Jornalista - Tiveram algumas oportunidades mas, no momento final, não conseguiram finalizar?
Treinador - Perfeitamente mentira! Nós finalizámos e muito! Não estava era ninguém a ver, por isso não contou.
Jornalista - O que espera fazer agora no próximo jogo?
Treinador - Perder! Apostei com a minha prima que perdíamos 6 jogos. E como falta um...
Não digo que o jornalista não faça perguntas inteligentes, como saber o que o treinador vai dizer aos jogadores no balneário ou se o jogo anterior terá prejudicado o rendimento dos jogadores, pois são respostas que só o treinador nos poderá dar. Mas, ainda assim, não deixam de ser naturais. Não sabemos especificamente o que ele vai dizer (nem o próprio porque na altura até pode alterar o seu discurso e a noticia deixa de ser rigorosa) mas sabemos que não será boa coisa.
Façam perguntas que realmente valham a pena. Porque é que fez uma substituição que veio a revelar-se infrutífera? Porque joga jogador "x" se não produz em campo?
Provavelmente as respostas dos treinadores não serão muitos agradáveis. Ele é que decide, ele toma as decisões com base no que tem à disposição, etc. Continuem! Insistem!
Sabemos porque não o fazem. Das duas uma, ou cobardia ou "graxa". Não há "tomates" para chegar ao âmago da questão. Limita-se ao óbvio e fácil e preenche-se programação noticiosa e papel de jornal.
"Ah, vamos criar um espaço no jornal para publicar opiniões de diversos jornalistas e/ou convidados sobre temas relevantes ao nível do desporto." "Boa, bora lá!"
Mas além das estatísticas, classificações, resultados e outros factos, baseados em números concretos e comprovados, existe mais alguma coisa senão a opinião daqueles que escrevem, diariamente, os jornais desportivos?
Não lhes retiro esse direito mas não lhes concedo razão às suas obrigações. O jornalista não só deverá contribuir com a sua opinião, mas deveria, sobretudo, "mostrar" noticia.
Não lhe peço que me informe sobre o homem que mordeu o cão, nem que se limita à resposta objectiva e directa dos 5 quês: Como, Quando, Onde, Quem e Porquê (não necessariamente por esta ordem). Mas que seja aquela que procura a verdade, que faça de interlocutor entre o público e o entrevistado, pergunte o que em geral todos nós gostaríamos de ver respondido.
Isto não é um pedido para que o jornalista seja inquisidor, julgador e carrasco. É antes uma solicitação para "tocar na ferida", "acordar a besta", trazer cá para fora a noticia que está escondida, a informação relevante que teima em ser esquecida ou deturpada.
Senão vejamos, um jornalista (chamem-lhe entrevistador se preferirem) no fim de um jogo de futebol, frente a frente com o treinador da equipa que perdeu, em vez de tentar obter as resposta que interessam saber, limita-se a questionar aquilo que nós todos já conhecemos como resposta e que, em grande parte, é a mesma resposta que ouvimos todos os fins de semana.
Jornalista - A sua equipa perdeu. Agora está mais difícil alcançar o primeiro lugar?
Nem me vou dar ao trabalho de transcrever a resposta do treinador. É óbvia demais e, de certeza, não vem trazer nada de novo ao receptor dessa informação. É claro que fica mais difícil alcançar o primeiro lugar. A não ser que sejamos tão ignorantes e analfabetos que não percebemos que a ideia do jornalista era obter outras respostas. Talvez como estas:
Jornalista - A sua equipa perdeu. Agora está mais difícil alcançar o primeiro lugar?
Treinador - De forma alguma. Agora até está mais fácil. Estão todos a pensar como o senhor e vamos apanhá-los de surpresa!
Jornalista - Tiveram algumas oportunidades mas, no momento final, não conseguiram finalizar?
Treinador - Perfeitamente mentira! Nós finalizámos e muito! Não estava era ninguém a ver, por isso não contou.
Jornalista - O que espera fazer agora no próximo jogo?
Treinador - Perder! Apostei com a minha prima que perdíamos 6 jogos. E como falta um...
Não digo que o jornalista não faça perguntas inteligentes, como saber o que o treinador vai dizer aos jogadores no balneário ou se o jogo anterior terá prejudicado o rendimento dos jogadores, pois são respostas que só o treinador nos poderá dar. Mas, ainda assim, não deixam de ser naturais. Não sabemos especificamente o que ele vai dizer (nem o próprio porque na altura até pode alterar o seu discurso e a noticia deixa de ser rigorosa) mas sabemos que não será boa coisa.
Façam perguntas que realmente valham a pena. Porque é que fez uma substituição que veio a revelar-se infrutífera? Porque joga jogador "x" se não produz em campo?
Provavelmente as respostas dos treinadores não serão muitos agradáveis. Ele é que decide, ele toma as decisões com base no que tem à disposição, etc. Continuem! Insistem!
Sabemos porque não o fazem. Das duas uma, ou cobardia ou "graxa". Não há "tomates" para chegar ao âmago da questão. Limita-se ao óbvio e fácil e preenche-se programação noticiosa e papel de jornal.
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